MG: produção de leite apresenta evolução

Fonte: Diário do Comércio / via Milk Point. 


A gestão eficiente das fazendas e os cuidados sanitários são essenciais para um melhor desempenho do rebanho leiteiro, e os pecuaristas de Minas Gerais e do Brasil estão em busca constante por essas melhorias.


De acordo com a quinta edição do Índice Ideagri do Leite Brasileiro (IILB), da Ideagri, o desempenho geral das 929 fazendas que compõem o índice cresceu 5,8% em 2019, quando comparado com 2018. Em Minas Gerais, o aumento foi de 5,67%. O resultado mostra avanços nos processos e isso contribui para uma produção melhor e mais competitiva.


De acordo com a médica veterinária e CEO da Ideagri, Heloise Duarte, a melhoria no índice é importante e mostra avanços produtivos, que podem resultar em melhor desempenho. O ganho em resultado é fundamental no setor leiteiro, uma vez que as margens de lucro da atividade são limitadas e o mercado é marcado por oscilações constantes de preços e de custos.


“A gestão das propriedades precisa ser bem feita para que o produtor tenha controle dos dados e saiba identificar onde estão os problemas. Uma vez identificados os problemas e desafios, é importante atuar para resolver. Também é importante para o produtor planejar as ações, saber onde está e em qual patamar de produção quer chegar. O setor leiteiro trabalha com recursos limitados porque as margens são pequenas, por isso, tem que usar de forma sábia para alcançar bons resultados”, explicou.


A preocupação com a eficiência e a busca por melhorias tem acontecido no País e em Minas Gerais, principal produtor nacional de leite. Segundo a quinta edição do Índice Ideagri do Leite Brasileiro (IILB), a nota média geral das propriedades brasileiras – em uma escala de zero a 10 – subiu de 3,97 em 2018 para 4,2 em 2019, variação de 5,8%. Em Minas Gerais, a nota está acima da média nacional e passou de 4,05 em 2018 para 4,28 pontos em 2019, aumento de 5,67%.


O avanço ocorreu devido ao crescimento de praticamente todos os 12 indicadores analisados pelo índice, com destaque para a taxa de sobrevivência de fêmeas de até 12 meses.


Sobrevivência de fêmeas


O estudo mostrou que de 100 bezerras nascidas em 2019, morreram 13,1, contra 16,7 mortes registradas em 2018, o que representa uma queda de 21%. A redução da mortalidade significa que mais matrizes entrarão em período produtivo ao longo de 2020 e 2021, o que é positivo para o produtor rural. Quanto maior a taxa de sobrevivência, maiores são as possibilidades de melhoria de rebanhos e do planejamento produtivo.


“O aumento da taxa de sobrevivência é um importante indicador porque as fêmeas são o futuro do rebanho. Se a taxa de mortalidade cai, o produtor terá mais fêmeas para selecionar e virarem matrizes. Com mais animais, ele poderá escolher as melhores. Além disso, a maior taxa de sobrevivência mostra que a fazenda tem melhor condição sanitária e cuidados mais eficientes com o rebanho”, analisou.


Os dados do IILB referentes a 2019 mostraram também que a produção de leite nas fazendas que compõem o índice chegou a 22,8 litros por animal, em média. O desempenho ficou praticamente idêntico ao de 2018, quando foi registrada uma produção média de 22,6 litros por animal, gerando uma diferença positiva de 0,88%.


Outro dado de produção considerado interessante é que entre as fazendas do IILB cujo rebanho é de gado com genética predominantemente europeia, a produção média foi de 31,6 litros por animal.


Heloise destaca que a gestão eficiente e os tratos ideais trazem mais produtividade para as fazendas, independentemente do porte. A pesquisa identificou que o tamanho das fazendas não tem relação direta com o desempenho geral e a eficiência da propriedade. Divididos em quatro grupos por tamanho de rebanho, as 929 fazendas que compõem o índice mostraram desempenho similar.


Os rebanhos com até 100 vacas, obtiveram nota 4,26, muito próxima dos 4,29 pontos obtidos pelo quarto grupo, acima de 301 vacas. As fazendas com rebanhos entre 101 a 200 vacas e entre 201 e 300 vacas obtiveram nota 4,13 e 4,11, respectivamente.


“Independentemente do tamanho, com competência é possível ter uma produção eficiente. Tem coisas que não é possível controlar, como os preços do leite, dos insumos, por exemplo. Então é preciso fazer bem o que se pode controlar, que é a gestão da fazenda, a sanidade, o bem estar animal, a limpeza, a nutrição e a qualidade genética do rebanho”, concluiu.

Publicado: 15/04/2020 por COOASAVI

ASSINE NOSSA
NEWSLETTER!