Tabela do frete prejudica exportação de milho, diz Anec

Fonte: Agrolink. 

A mais recente estimativa da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) indica que o tabelamento do frete irá prejudicar a exportação de milho em 2018, que deve passar de 27 milhões de toneladas, no primeiro cálculo, para 20 milhões de toneladas. De acordo com Sérgio Mendes, diretor executivo da Anec, as consequências dessa queda afetarão a competitividade do país.

“Com a possível retração da produção do milho, por conta do impacto dos custos logísticos provocado pela tabela, o produto deverá encarecer, tanto para o comprador na granja, quanto para o consumidor final. Lembrando que esse commodity é fundamental para a perenidade de diversos segmentos, sendo o insumo mais importante e mais barato para a produção de proteína animal”, comenta.

Segundo a Associação, que tem como lema princioal defender os interesses de seus associados perante autoridades públicas e privadas, 80% do custo da produção de frango é o milho, atualmente. Nesse cenário, o diretor lembra que a diminuição das exportações do cereal gerará falta de competitividade que, por sua vez, pode diminuir a produção não só do cereal, mas também da proteína. “Por isso, costumamos dizer que o frango é uma espiga que avoa”, diz.

“O Brasil é o 2º maior produtor de milho no mercado mundial, posição conquistada com muito esforço e que está em risco agora devido ao tabelamento. O mercado futuro da safra de milho está travado e é uma incógnita num momento em que o Brasil poderia nadar de braçada em função da crise Estados Unidos e China”, finaliza Mendes.


Publicado: 22/08/2018 por COOASAVI

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