Silemg aposta no fortalecimento do setor lácteo em MG

Fonte: Diário do Comércio / Milk Point.


Apesar do grande impacto causado pela paralisação nacional dos caminhoneiros, que aconteceu no fim de maio, o setor lácteo de Minas Gerais deve encerrar 2018 com crescimento. De acordo com o Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Minas Gerais (Silemg), a perda de produção primária prejudicou a estabilidade que começou a ser desenhada nos primeiros meses do ano e levou a um esvaziamento das gôndolas nas redes varejistas com consequente aumento dos preços ao mercado e ao consumidor final.
 
As tendências para alinhar o setor, com foco na preparação da indústria para lidar com eventuais pautas que devem surgir no próximo ano e a forma como serão transmitidas para a cadeia, foram discutidas na semana passada em Belo Horizonte durante a Assembleia Geral do Silemg, principal evento da indústria de laticínios do Estado de Minas Gerais, previsto na agenda anual do setor.
 
Depois de um momento de estagnação na produção leiteira, a expectativa da Silemg é de que ela alcance um crescimento de no máximo 2% neste ano. A regularização do abastecimento tem possibilitado que o preço do leite volte ao parâmetro anterior e a média de preços do leite e dos produtos deve ficar acima da registrada no mesmo período do ano passado.

 
Segundo dados apresentados na Assembleia Geral pelo consultor de mercado, Valter Galan, a média do preço do leite ao produtor de janeiro a setembro deste ano teve retração de 1,5% enquanto que a variação do valor do leite UHT ficou em 0% e a muçarela em -0,4%. O leite em pó é o produto que registrou a maior queda no período, de 11%. O diretor do Silemg, Alessandro Rios, ressalta que os resultados são reflexos das oscilações do mercado e que o cenário atual é de baixa, com uma pressão para redução dos preços de produtos no mercado que, consequentemente, deve atingir o produtor.
 
“Os preços altos limitaram a oferta e o consumo de leite. O mercado se mostrou completamente atípico com alta grande tanto de preços ao produtor da matéria-prima quanto das commodities produzidas em maior volume como leite longa vida e muçarela, que subiram muito nos meses seguintes ao final da greve”, afirma Rios.

 
Expectativas
 
Ainda com dúvidas sobre como o efeito da oscilação ocorrida neste ano pode ter afetado o planejamento da produção primária, o diretor do Silemg reforça que a expectativa é de crescimento do setor tanto para o fim deste ano quanto para o ano que vem. “O agronegócio vem desempenhando um papel importante na economia brasileira e o leite em Minas Gerais é uma atividade extremamente importante que envolve produtores de todos os municípios do Estado”, explica o diretor.
 
Para o próximo ano, Alessandro Rios pontua que existem investimentos programados pelo setor para o início e conclusão de novas fábricas dentro do Estado, além da ampliação e modernização de algumas indústrias. “Existem anúncios de que a indústria vai manter investimentos para o ano que vem. Proporcionalmente, em 2019 o setor lácteo deve receber mais investimentos do que o histórico deste ano e do ano passado”, adianta.
 
Sobre a mudança de governo no Estado a partir de janeiro do ano que vem, Rios destaca que a principal preocupação está relacionada à questão tributária. Segundo o diretor do Silemg, o setor cresce sistematicamente em Minas Gerais tanto na parte primária da cadeia quanto na indústria e, no atual cenário de dificuldade financeira, é preciso manter as regras já estabelecidas para que não haja impacto nas decisões de investimento que efetivamente trazem maior arrecadação, emprego e renda para o Estado.

Publicado: 29/10/2018 por COOASAVI

ASSINE NOSSA
NEWSLETTER!