PIB-volume do agronegócio deve crescer 3,4% em 2018

Fonte: SNA.

A agroindústria será o impulsionador do PIB-volume do agronegócio brasileiro, que deve crescer 3,4% em 2018. A estimativa é resultado de estudos feitos pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O levantamento tomou como base dados do primeiro quadrimestre deste ano. No acumulado de janeiro a abril, o PIB-volume do agronegócio acumula baixa de 1,73%. De acordo com o instituto, o resultado do período foi influenciado negativamente pela queda nos preços dos produtos agrícolas.

Segundo o Cepea, a mola propulsora para a alta do agronegócio está vindo dos elos industriais, que devem crescer 5,3%. No ramo agrícola, a expansão das atividades ligadas à indústria deverá ser de 5,77%, enquanto que no pecuário, esta deve ficar em 5,75%.

“A expansão agroindustrial impulsiona, ainda, o segmento de agrosserviços, para o qual estima-se crescimento de 4,1% em 2018, com participação de 4,32% vindos do setor agrícola e 3,76% do industrial. Esse desempenho reflete a maior demanda de serviços de transporte e comercialização, mediante a elevação de produção”, avaliam os pesquisadores.

A performance do segmento de insumos no PIB-volume também promete ser positiva, com alta de 4,6%. A evolução do indicador virá tanto pela agricultura (6,24%), quanto pela pecuária (1,79%).

O segmento primário do agronegócio, no entanto, vive uma realidade bem diferente: é o único que vem registrando queda em termos de PIB-volume, que deve recuar 0,17% este ano. O desempenho foi impacto, principalmente pelo ramo agrícola, que tem projeção de queda de 2,41%, anulando, em muito, a alta de 4,16% do ramo pecuário.

“Essa variação leva em conta o patamar recorde de produção agrícola, sobretudo de grãos, e o alto crescimento do segmento em 2017”, explicam os pesquisadores do Cepea.

Próximos meses

Pesquisadores do Cepea avaliam que um dos desafios mais importantes do setor ao longo de 2018 será a acomodação de possíveis elevações nos custos de produção, consequência do tabelamento de fretes mínimos.

“Espera-se que, como efeito de tal medida, os elos do agronegócio sejam afetados significativamente, tanto em receita quanto em custos intermediários”, preveem os pesquisadores.


Publicado: 02/08/2018 por COOASAVI

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